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Paulo José da Costa é livreiro e ex-funcionário do Banco do Brasil.   Considera-se um garimpador da memória, procurando nos sótãos e porões as fotos antigas, postais, cartas, diários com que alimenta sua paixão que tem foco no cotidiano.  Pesquisador de história da música e do cinema, postando raridades no youtube.  Mantém enorme acervo de cds, dvds, fitas, vinil, discos de rádio, 16 polegadas, 10 polegadas, compactos e o escambau. Ex-libris, filmes antigos, gravuras, affiches, cartas, jornais antigos, albuns de família, postais, a lista é grande. Sempre procurando mais. Tem quatro blogs e desenvolve projeto de livro sobre o cotidiano paranaense através das fotos de família entre 1870/1960. Mantém arquivo de memória paranaense e catarinense.

04 April 2014

OS DRAMAS DO PARANÁ - OS FUZILAMENTOS DE 1894

Esse "poster" saiu no jornal ilustrado Don Quixote, editado de 1885 a 1903 no Rio de Janeiro. Nos traços de Angelo Agostini (1843-1905), possivelmente o mais notável caricaturista brasileiro de todos os tempos, o Don Quixote publicou esse enorme impresso, no tamanho do que hoje se convencionou chamar de "poster', que veio dobrado dentro da revista.  Retrata um dos episódios mais dolorosos da história da república brasileira, o fuzilamento covarde do Barão do Serro Azul e alguns companheiros no quilômetro 65 da estrada de ferro Curitiba-Paranaguá e no cemitério de Curitiba.  Esse crime ficou impune e só mais ou menos quarenta anos depois de sua morte iniciou-se um processo de reavivamento e busca da verdade. Os culpados pelo morticínio nunca foram acusados formalmente, mas a boca do povo conhece a verdade e durante todo esse tempo os verdadeiros culpados receberam o veredicto acusatório da população. todos sabemos que o Barão e seus amigos na verdade foram heróis. Hoje é fato histórico comprovado, todos temos ciência de que o Barão do Serro Azul salvou a cidade de Curitiba da pilhagem e possivelmente do incêndio por parte das tropas federalistas do Gumercindo Saraiva. Todos também sabemos quem deu a ordem assassina para o Gal Ewerton de Quadros fuzilar os presos.  Ainda está para ser inteiramente contada essa história de violência, apesar de tentativas muito interessantes como o livro do Túlio Vargas e o filme "O Preço da Paz". Impressionam os detalhes desse quadro do Angelo Agostini , que nos levam a crer que o desenhista com certeza teve acesso a depoimentos muito específicos e corretos sobre os acontecimentos de Curitiba.  Por isso fiz questão de ampliar e colocar em detalhes, o que nunca antes foi feito. O quadro é muito raro, pode-se contar nos dedos de uma mão os existentes por aí. Por isso nossa alegria ao torná-lo deliciosamente público e disponível para todos, desde que citada a fonte, lógico. .          
     
























Paulo José da Costa
compra e recebe doações de acervos de postais e fotos antigas, inclusive álbuns de família
para arquivo particular
Proteja a memória, ensine as crianças a amar as fotografias. 
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4 comments:

  1. Olá Paulo, existe algum livro sobre este fuzilamento ? Gostaria muito de ler sobre o fato. Obrigado !

    www.felipedefaria.blogspot.com.br

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  2. Existem sim. O do David Carneiro (os fuzilamentos de 1894 no Paraná), e o do Túlio Vargas (A última viagem do barão do Serro Azul )
    sugiro que também assista ao filme O Preço da Paz. Abraço.
    Paulo

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  3. Espetacular documento! Obrigado por compartilhar!

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  4. Anonymous1:37 AM

    Ótimo material, nos faz valorizar nossa história e memória. Parabéns.

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