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Paulo José da Costa é livreiro e ex-funcionário do Banco do Brasil.   Considera-se um garimpador da memória, procurando nos sótãos e porões as fotos antigas, postais, cartas, diários com que alimenta sua paixão que tem foco no cotidiano.  Pesquisador de história da música e do cinema, postando raridades no youtube.  Mantém enorme acervo de cds, dvds, fitas, vinil, discos de rádio, 16 polegadas, 10 polegadas, compactos e o escambau. Ex-libris, filmes antigos, gravuras, affiches, cartas, jornais antigos, albuns de família, postais, a lista é grande. Sempre procurando mais. Tem quatro blogs e desenvolve projeto de livro sobre o cotidiano paranaense através das fotos de família entre 1870/1960. Mantém arquivo de memória paranaense e catarinense.

20 May 2014

BENTO MOSSURUNGA AO PIANO, EM ENTREVISTA (1969)

                     O compositor Bento Mossurunga (1879-1970), paranaense de Castro, nasceu para viver a música. Desde pequeno tocava uma pequena viola com seus parentes e se metia no meio dos escravos que viviam nas vizinhanças. Com 15 anos veio para Curitiba e conheceu a fina flor dos músicos do Paraná, nas Belas Artes e no Grêmio Carlos Gomes, que acabara de ser fundado.  Compositor inspirado de belas melodias ao gosto do povo, teve uma música sua publicada na famosa revista O Malho, o que o levou ao Rio de Janeiro para trilhar carreira de sucesso no teatro musical, onde - paralelamente aos estudos na Escola Nacional de Música - passou a compor operetas, burletas e musicas para o teatro de revista. Infelizmente com raras exceções, essa produção toda se perdeu, mas talvez algum dia alguém localize lá no Rio de Janeiro um lote de músicas suas em algum porão ou arquivo.   Voltando ao Paraná na década de 1930, fez profícuo trabalho como professor, como maestro, e como criador de entidades musicais, como a Orquestra Estudantil de Concertos, que viria a ser o germe da futura Orquestra estudantil da Universidade do Paraná. Passou a compor então mais música ligada ao seu torrão natal, tornando-se aos poucos o compositor que mais representa a música paranaense. Suas canções, danças, hinos, valsas,  são hoje considerados como legítimos representantes da alma paranaense. Com muita alegria então é que divulgo esse disco que mantinha em minhas prateleiras de discos há anos. Documentos assim são para serem repartidos, não podem ficar tomando pó numa estante. Uma pena que as entrevistadoras, alunas de uma escola normal à época, não tenham tido a iluminação de fazer perguntas mais profundas ou elucidadoras ao nobre maestro, que estava com 89 anos e viria a morrer no ano seguinte ao da entrevista (1969). Assim, chega a nos deixar aflitos ouvirmos perguntas infantis como "o senhor lembra quantas músicas compôs ?", mas por outro lado é uma satisfação poder ouvir o compositor falar algumas coisas interessantes e, ao final, tocar uma de suas obras, possivelmente a única gravação existente dele ao piano. O disco é um acetato, isto é um disco único,  muito frágil e com ruídos de fundo. Mas, agradeçamos pelo milagre desse disco ter sobrevivido, melhor com ruído do que nada.



AQUI SÓ O TRECHO EM QUE BENTO MOSSURUNGA TOCA PIANO.

 

Paulo José da Costa
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