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Paulo José da Costa é livreiro e ex-funcionário do Banco do Brasil.   Considera-se um garimpador da memória, procurando nos sótãos e porões as fotos antigas, postais, cartas, diários com que alimenta sua paixão que tem foco no cotidiano.  Pesquisador de história da música e do cinema, postando raridades no youtube.  Mantém enorme acervo de cds, dvds, fitas, vinil, discos de rádio, 16 polegadas, 10 polegadas, compactos e o escambau. Ex-libris, filmes antigos, gravuras, affiches, cartas, jornais antigos, albuns de família, postais, a lista é grande. Sempre procurando mais. Tem quatro blogs e desenvolve projeto de livro sobre o cotidiano paranaense através das fotos de família entre 1870/1960. Mantém arquivo de memória paranaense e catarinense.

10 August 2014

O RIO TIBAGI (PR) NAS FOTOS ESTEREOSCÓPICAS DE NICOLAU KLÜPPEL NETTO

                          Nicolau Klüppel Netto nasceu em Ponta Grossa, Paraná, em 1898.    Foi industrial e madeireiro, tendo falecido em 1968.  Durante sua vida gostava de carregar uma máquina fotográfica especial, que tirava fotos estereoscópicas.  Tirou centenas delas, documentando os locais por onde passava, só ou com sua família.   Havia um armário inteiro com essas fotos e negativos mas a família não soube dizer onde foi parar. Inclusive uma teoria é bem triste, teriam sido jogados fora.   Mas nem todos.  Em Curitiba encontrei um acervo com mais de 400 desses documentos e aqui, nesta postagem, reproduzo uma parte deles, aqueles tirados em rios ou em volta deles. A maioria foi tirada no rio Tibagi, mas há alguns do rio São Jorge e talvez em outro rio que algum leitor poderá apontar... Tive a impressão de alguma vista em rio do litoral paranaense ?

AS FOTOS ESTEREOSCÓPICAS 

                    A estereoscopia é muito mais antiga do que podemos imaginar. Os jovens que vão ao cinema assistir a filmes em 3D não tem a menor idéia de que a invenção já tem mais de 150 anos. De fato, remonta aos primórdios da fotografia, nos meados do século  XIX.  As câmeras precisam ter duas lentes cientificamente colocadas para reproduzir a visão do olho humano e assim reproduzir as cenas em 3 dimensões.


 São batidas no mesmo instante duas fotos exatamente iguais da mesma cena, mas com uma pequena diferença de ângulo. Para reproduzi-las, após copiadas em papel, é preciso usar um aparelho especial, uma espécie de visor, que reproduz as condições da câmera.




                      Ao olharmos as fotos com o aparelho temos a visão em 3 dimensões.  As fotos fizeram tanto sucesso na segunda metade do século XIX  e começo do século XX,  que milhões delas foram comercializadas mostrando cenas de cidades, peças de teatro, batalhas, imagens da natureza, pornografia e, lógico, chegaram logo às câmeras portáteis para clicar as cenas familiares. E aí é que entra o nosso amigo Nicolau e seu olhar de artista.    

IMPORTANTE SABER 

            Se você copiar e imprimir essas fotos, poderá vê-las em 3 dimensões, em toda a sua beleza, bastando para isso apenas ter o aparelho, encontrável em antiquários e em versões modernas em alguns livros. O resultado é um deslumbramento.
             Mas se for compartilhar esse material em sites ou livros, por favor é imprescindível que cite a fonte. Valorize nosso trabalho.
Bom proveito !    









à partir esquerda:Nelson Bueno, Nicolau Imthon Klüppel, Elba, Nestor Celso Imthon Bueno, Lindoca, Isolde Weigert, Eno Theodoro Wanke
























Nicolau Imthon Klüppel 











































10 comments:

  1. Estas fotos são espetaculares Paulo e para mim tem um valor emocional, pois retrata o modo de vida de meus antepassados, sempre em contanto com a natureza.
    Um tesouro que vou compartilhar com os amigos.
    Obrigado!!!

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    1. Obrigado, Danilo. O reconhecimento me anima extraordinariamente. Vou colocar brevemente as demais fotos. Aguarde.

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  2. Paulo, passei estas fotos na minha TV 3D e ficaram bem legais !!!! Obrigado pelo trabalho !

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    1. Explique isso, que pra mim é novo. Você conseguiu vê-las na TV em 3 dimensões, sem precisar dos óculos ?

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  3. Minha mãe sempre falava da carne de capivara e outras das caçadas de Nicolau Klüppel Neto. Ele era primo de meu avô, uma pessoa muito adiante de seu tempo !!! Fiz grande amizade com o neto dele, Nicolau Carlos Klüppel e por isto também convivi com seu Julio Teodoro Klüppel (filho de Nicolau Neto), guardo grandes e boas lembranças........ infelizmente não cheguei a conhecer o Sr. Nicolau, quando ele faleceu eu era muito pequeno, lembro-me do fato apenas. Parabéns pela publicação Paulo !!!!!

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  4. Voltei lá e vi que está no nome do Eno, meu irmão. Isto agora me dá certeza que era eu porque o Eno não frequentava este grupo porque não gostava de pescaria. Era intelectual, poeta e escritor. Meu Deus, voltei no tempo!

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  5. Fotos para ver e rever constantemente. Retrato de uma época de desbravadores, onde a caça e a pesca fazia parte do cotidiano. Identifiquei o meu pai (de boina) e o seo Fritz, companheiro do meu avô Ernesto nas pescarias. Uma preciosidade Paulo, obrigado por compartilhar!!!

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  6. É a primeira vez que vejo foto de pesca de dourado no Tibagy. Onde é a represa que aparece na foto?

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    1. Pela ponte de ferro, acredito que não seja no Tibagi; na 17ª penso que seja no alagados, pela formação rochosa parecida com o morro da santa. Vou divulgar em um grupo de pesca para tentar identificar os lugares.

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  7. Essa ponte de Ferro me parece ser na estrada da Graciosa...na época
    único caminho pro litoral

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