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Paulo José da Costa é livreiro e ex-funcionário do Banco do Brasil.   Considera-se um garimpador da memória, procurando nos sótãos e porões as fotos antigas, postais, cartas, diários com que alimenta sua paixão que tem foco no cotidiano.  Pesquisador de história da música e do cinema, postando raridades no youtube.  Mantém enorme acervo de cds, dvds, fitas, vinil, discos de rádio, 16 polegadas, 10 polegadas, compactos e o escambau. Ex-libris, filmes antigos, gravuras, affiches, cartas, jornais antigos, albuns de família, postais, a lista é grande. Sempre procurando mais. Tem quatro blogs e desenvolve projeto de livro sobre o cotidiano paranaense através das fotos de família entre 1870/1960. Mantém arquivo de memória paranaense e catarinense.

03 November 2014

O EMPRÉSTIMO DO BANQUE PRIVÉE AO PARANÁ EM 1912

                         
                                 Do alvorecer da República até o ano de 1913, pelo menos 31 grandes operações de crédito foram efetuadas por banqueiros internacionais aos estados brasileiros.   Totalizou essa injeção de dinheiro algo em torno de 43 milhões de libras esterlinas.   Bancos franceses responderam por 53% dos créditos, bancos ingleses por 35% e alemães por 12%, em contas redondas.
                                 Esses papéis, que me foram cedidos por um historiador, revelam o desenrolar de uma dessas negociações, feitas pelo Estado do Paraná com o Banque Privée de Paris em dezembro de 1912.
                                 Conforme o Relatório apresentado em 31.12.1913 ao Presidente do Estado do Paraná (como se denominava à época o governador) Carlos Cavalcanti de Albuquerque,  pelo Secretario de Estado dos Negócios da Fazenda, Sr. Arthur Martins Franco,
                         "  De acordo com o artigo XII do contrato assinado em  Paris pela Banque Privée,  em 31.12.1912, foi creditada  ao  Estado a  quantia de £ 2.014.000 , representando esta soma o valor do empréstimo contraído pelo Estado, do valor nominal de £ 2.200.000, ao tipo de 93%, tendo sido debitado ao Estado as quantias seguintes;  1. £ 132.000 despesas de publicidade, emissão, confecção dos títulos, direitos fiscais franceses, holandeses e belgas; 2  £ 800.000 destinadas a retirar da circulação as obrigações do empréstimo de 1905 (artigo 13 do contrato). Deduzidas essas duas quantias, resultou líquido (sic) para o Estado a quantia de   £ 1.114.000, ou sejam, em moeda nacional R$ 16.710.000$000.
                       Desta quantia foram empregadas com a resgate do empréstimo contraído com o Banco União de São Paulo R$ 424:651$030 ;  com o resgate de bônus emitidos pelo Tesouro  do Estado, R$ 907:247$908,  com o pagamento da primeira anuidade do empréstimo contraído R$ 1.760:763$164  de acordo com o artigo IX do contrato referido e carta da Banque Privée de 18 de fevereiro de 1913; empréstimos às municipalidades de Curitiba, Paranaguá, Ponta Grossa, Ponta Grossa e Castro, líquido de R$ 7.668:000$000:  auxílio  à Universidade do Paraná de R$ 80:000$000.  Acusando essas parcelas somadas um total de R$ 10.841:161$452, que deduzido da quantia líquida de R$ 16.710:000$000 , recebida da Banque Privée, dá um saldo de R$  5.868:838$548. Desta quantia foram despendidos R$ 2.252:954$683 assim distribuídos: Secretaria do Interior R$ 409:776$459; Secretaria de Obras Públicas -R$  1.782:000$147;  Secretaria da Agricultura R$   61:177$637  "

                  Muito bem, conforme o mesmo relatório, os empréstimos feitos às municipalidades tiveram o prazo de sessenta anos para quitação (o mesmo do empréstimo contraído ao Banque Privée, mas os juros passaram a 5% ao ano, em vez dos 4 1/2 contratados com o banco estrangeiro.  

                 Seguem os papéis das tratativas do negócio para que sirvam de subsídio a historiadores e pesquisadores, papel a que nos propomos ao lhes darmos a publicidade.
































































Paulo José da Costa
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