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Paulo José da Costa é livreiro e ex-funcionário do Banco do Brasil.   Considera-se um garimpador da memória, procurando nos sótãos e porões as fotos antigas, postais, cartas, diários com que alimenta sua paixão que tem foco no cotidiano.  Pesquisador de história da música e do cinema, postando raridades no youtube.  Mantém enorme acervo de cds, dvds, fitas, vinil, discos de rádio, 16 polegadas, 10 polegadas, compactos e o escambau. Ex-libris, filmes antigos, gravuras, affiches, cartas, jornais antigos, albuns de família, postais, a lista é grande. Sempre procurando mais. Tem quatro blogs e desenvolve projeto de livro sobre o cotidiano paranaense através das fotos de família entre 1870/1960. Mantém arquivo de memória paranaense e catarinense.

02 December 2016

SÃO MATHEUS DO SUL EM 1909, EM FOTO DE LUÍS BIANCHI



                  Esta imagem preciosa e única foi-me presenteada há muitos anos pela professora Pórcia dos Guimarães Alves quem, dentre muitas outras virtudes, zelou pelo acervo bibliográfico, cartográfico, filatélico e fotográfico de seu pai. Já tive oportunidade de postar aqui no blog imagens inéditas de Orestes Augusto Alves, o pai de Pórcia, mas desta vez, apesar do carimbo com seu nome no verso da foto, há uma inicial na própria imagem que revela o nome do fotógrafo que registrou a cidade de São Mateus do Sul em 1909.
                   A marca quase imperceptível, embaixo, à esquerda, com as iniciais "LB" nos leva com certeza quase absoluta ao argentino Luís Bianchi que nesse ano andava pela região.  Em 1910 ele já estava em Ponta Grossa, com sua esposa, onde criou o seu estúdio que existiu por quase 100 anos,passando ao seu filho Rauly Bianchi e depois ao seu neto Raul Bianchi, que era meu conterrâneo e amigo pessoal.   Nos anos 1970 eu adverti o Raul sobre a importância do acervo que ele possuía, com milhares de negativos de vidro que se amontoavam numa garagem cheia de goteiras. Lembro-me que entrei em pânico quando vi aquelas pilhas de caixas com preciosas imagens desde 1907 e que estavam se estragando com a umidade. Acho que meus apelos sensibilizaram o Raul porque ele passou a cuidar melhor do arquivo, tirou-o da garagem e depois vendeu-o para a municipalidade, em raro momento de descortino e iluminação de uma prefeitura de cidade pequena.
                   
                                  " Luís Bianchi se estabelece enquanto fotógrafo na cidade de Ponta Grossa/Pr com sua recém-formada família. Nascido na Argentina, imigra para o Brasil no início do século XX, já na condição de fotógrafo, profissão. que aprendera durante o período passado no Exército” 5 . Fixa-se na Lapa (PR) e depois é contratado pela São Paulo Railway. Sua mudança para Ponta Grossa (PR) pode ser notada a partir de sua trajetória profissional. Primeiro são observados no jornal “O Progresso” (1910) os frequentes anúncios da loja de armarinhos “Bianchi & Thómmen” que tinha em parceria com sua esposa. Depois, verificam-se alguns pequenos anúncios neste mesmo jornal sobre o estabelecimento na Rua Fernandes Pinheiro, n. 8: “Chamados para qualquer ponto do Estado” (1912). Mas, é somente em dezembro de 1913 que o fotógrafo formaliza sua empresa na Rua XV de Novembro, num contexto de desenvolvimento e ampliação da cidade de Ponta Grossa que cresceu mais rapidamente desde a chegada da estrada de ferro de direção Mato Grosso – São Paulo. Segundo Chaves (2015, p. 2), a cidade era “beneficiada pela condição de entroncamento ferroviário, Ponta Grossa projetou-se como exemplo de urbanização no interior paranaense já na primeira década dos Novecentos”. A modernização e o “progresso”’ da cidade princesinha decorrem especialmente da exportação da erva-mate e de seu posicionamento enquanto entroncamento ferroviário, atraindo para a cidade um grande fluxo de pessoas em sua maioria imigrantes que veem na cidade oportunidade de estabelecimento...  percebe-se que o estúdio Foto Bianchi participava ativamente da sociedade contemporânea, sendo também um resultado do desenvolvimento da profissão de fotógrafo ligada especialmente aos imigrantes  . Inserido neste contexto Luís Bianchi que já contava com a prática da fotografia ao migrar da cidade da Lapa (PR) e casado com a imigrante suíça Maria Thómmen, transfere seu pequeno comércio para a Rua XV de Novembro, atendendo especificamente como estúdio fotográfico antes da construção de sua residência e ateliê na Rua Sete de Setembro em meados de 1940..."    
                          in "O CONTEXTO DE FORMAÇÃO DO ACERVO FOTO BIANCHI EM PONTA GROSSA/PR" (2001-2016) publicado na internet por  Jheniffer Batista de Alvarenga e Patricia Camera Varela, da Universidade Estadual de Ponta Grossa - UEPG elaborado durante o XV Encontro Regional de História, em 2016:  

                          Então vemos que essa foto de São Matheus do Sul, de 1909, data de um ano antes do estabelecimento do fotógrafo Luís Bianchi em Ponta Grossa.

                           Como gosto sempre de fazer, reparti a imagem em pedaços para que possam todos melhor usufruir dessa janela para o passado.
                            Bom proveito !


copyright 2016 Paulo Jose da Costa

autorizo o uso mediante citação do blog e autor da foto.
Para foto sem a marca de arquivo, a ser usada em livro ou revista,favor
escrever para paulodafigaro@hotmail.com


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                  A  FOTO E SEUS  DETALHES EM TAMANHO GRANDE





















30 November 2016

Perder um filho


Perder um filho é como ser jogado de repente num rio caudaloso e você precisa lutar com todas as forças para se manter à tona. Não vejo outra imagem a não ser a de uma folha pequenina na corrente de águas de tempestade,sendo carregada com força e brutalidade.. Essa corrente pode nos levar a um abismo, uma enorme cachoeira, o mergulho e a escuridão por fim. Mas essa força incontrolável pode nos conduzir a uma lago lindo de mansidão e paz. É o que eu estou sentindo neste momento. Muita paz. Fui acordado por passaros barulhentos que pareciam forçar a barra comigo tal a gritaria nesta linda manhã . Fiquei a pensar na cama e me dei conta que eu e Valéria recebemos esta provação e isso deve ter um sentido, um significado.l Devemos aceitar essa dor sem blasfemar, sem praguejar, com humildade, mas também tentando transformá-la em algo melhor;. Sempre acreditei que devemos tirar mesmo das coisas mais ruins alguma coisa para crescer. A Cecília deixou alguma coisa de muito bonito neste mundo, do qual não tínhamos a ideia da dimensão, e devemos tentar da forma possível manter viva essa chama. Pedir união e respeito entre si a todos os que lutam pelos animais é a primeira coisa que me ocorre nesta hora. Que todos se unam. Que o exemplo da Cecília, que não pensava em si mas apenas nos outros e nos animais, e todos sabem disso, seja o maior incentivo, o melhor exemplo para vocês se unirem e trabalharem juntos. Que haja mais abraços e olhares carinhosos entre vocês. Que formem uma corrente sem elos partidos. Que o egoismo, que é normal e humano, seja posto de lado em nome de algo bem maior. Que eventuais desavenças, que acontecem em qualquer campo da vida, sejam sempre resolvidas e tudo acabe sempre num abraço forte de carinho e sinceridade. Que as duas vereadoras eleitas pelas pessoas que se importam pelos animais (e vimos que são muitas) sejam iluminadas e se irmanem, trabalhem juntas e façam juntas o que é preciso fazer e que consigam juntas propor belas e lindas ideias e convencer os seus pares na Câmara Municipal sobre a importância do que é preciso que seja proposto. Que elas consigam se unir e trabalhar juntas, porque juntas serão muito mais fortes, poderão fazer muito mais, Que o espírito da Cecília os exemplos de seu caráter, seu desprendimento, seu desapego às coisas materiais, sua imensa vontade de ajudar possa iluminá-las nas duras tarefas que têm pela frente. Em meu nome e no de Valéria, Virgínia e Marília, agradecemos imensamente a todos que nos confortaram. A vida continua.  11.11.2016


06 October 2016

AS COLONIAS POLONESAS DO PARANÁ EM CARTÕES POSTAIS



                               Esta postagem pretende colocar à disposição de todos as imagens em postais das colonias polonesas paranaenses constantes de minha coleção particular.
                               Evidentemente não é uma coleção completa e por isso agradeço sinceramente a toda colaboração.
                               Podem usar à vontade, citando a fonte.  Quem desejar a imagem sem o selo de marcação para algum livro pode me solicitar que a enviarei com prazer, bastando escrever para paulodafigaro@hotmail.com
                                 



(C)2016 Paulo José da Costa

CLICANDO NA IMAGEM POR DUAS VEZES 
VOCÊ A VERÁ AUMENTADA    




                                                          RIO CLARO - ATUAL MALLET -  (1910 mm)






































































                                       COLONIA ABRANCHES, EM CURITIBA 





detalhe da próxima fotografia








                                                     COLONIA LAMENHA



DETALHE DA PRÓXIMA FOTO









                                           COLONIA ORLEANS  CURITIBA




















                                   AGUA BRANCA - SÃO MATEUS DO SUL PR 




                       

                                                           CASTRO PR











                                            LUGAR NÃO IDENTIFICADO







DETALHE


                                                                    CONTINUARÁ