31 agosto 2014

SERRINHA, UMA ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DO INTERIOR PARANAENSE EM 1925



                            Os álbuns de família contém tesouros documentais sem fim. Basta folhear um deles e as maravilhas irão aparecendo.   Num álbum da família Raschendorfer encontrei vistas do carnaval de 1924 no Rio de Janeiro, churrascadas em Curityba,  viagens a Iraty, Rio Negro e... Porto Amazonas.  Para se chegar a Porto Amazonas naquela época se pegava um trem que passava por diversas estações e, numa delas, o viajante e também fotógrafo amador tirou uma chapa que revela um momento da vida naquela época com toda a riqueza de detalhes. Era a viagem de volta e vê-se a estação ao fundo e os passageiros possivelmente esticando as pernas para depois entrar nos vagões e seguir viagem. O menino que aparece entre os distintos passageiros deve ser um morador das proximidades que veio ver o bulício daquela gente de outras paragens e, quem sabe, conseguir uma moeda com alguma alma boa.   Nota-se que, exceto o guri,  todos usavam o indefectível chapéu, paletós e sobretudos com gravata.  Pode-se, com pouco esforço, ouvir-se os sons e imaginar o que aconteceu logo em seguida àquele átimo de centésimo de segundo em que a cena foi perpetuada pela máquina Kodak.   O menino continua o seu caminho, o chefe da estação faz bimbalhar o sino ou soa o apito, anunciando que a composição seguirá viagem. Os passageiros movem-se em direção aos vagões, alguns conversando, jogando os cigarros no chão. Enquanto o menino desaparece ao fundo,   ouve-se um apito forte o expresso põe-se a caminho para Curitiba, em meio à fumaça e ao ruído característico do puxar de vagões da velha e rangente locomotiva. Só quem viveu a época das locomotivas a vapor, até os anos 60, sabe imaginar o som dessas maravilhas fumacentas.    Como imaginar em 1925 que alguns anos depois dessa foto, essa estação seria desativada, e algumas décadas depois, não teríamos mais sequer as locomotivas, sequer as viagens, tudo se esvaneceria restando apenas as lembranças de cada um ?      




cena da estação Serrinha, perto de Porto Amazonas, Pr, em 1924. álbum de família. (acervo PJC)



LINK PARA O TEXTO ABAIXO, COM FOTOS E MAPA: 

http://www.estacoesferroviarias.com.br/pr-cur-pgro/afonsomoreira.htm

Neste sítio temos uma história da estação Serrinha. Ali se lê que:
HISTORICO DA LINHA: A linha unindo Curitiba a Ponta Grossa teve o seu primeiro trecho aberto em 1891, chegando a Ponta Grossa em 1894. Mais ou menos na metade do caminho, a estação de Serrinha, na margem direita do rio Iguassu, dava saída ao ramal de Rio Negro, que seguia para o sul, enquanto a linha de Ponta Grossa seguia para noroeste. Nos anos 1930 e 40, houve algumas modificações no traçado na região de Serrinha, e o entroncamento passou a ser feito na estação de Engenheiro Bley, próximo a Serrinha mas na margem esquerda do rio. No final dos anos 1969, uma variante ligando esta última a Ponta Grossa tirou várias estações da linha; em 1977, a variante Pinhais-Engenheiro Bley tirou mais outras, modificando totalmente o curso do ramal original. No início dos anos 1990, já não sobrava mais nada da antiga linha em seu leito original.
HISTÓRICO DA ESTAÇÃO: A estação de Serrinha foi inaugurada por volta de 1891. A sua função primordial era a de ser estação colocada no ponto de bifurcação entre os ramais de Rio Negro, que seguia para o sul, e a linha que seguia de Curitiba para Ponta Grossa. Em 1914, com a modificação de traçado entre Serrinha ePalmeira, modificação esta que eliminou o antigo ramal de Porto Amazonas, a linha passou a cruzar duas vezes o rio Iguaçu: para o sul, onde logo após a travessia foi criada a estação de Nova Capivari - e para o norte de novo, para atingir a estação de Caiacanga e depois Porto Amazonas, agora incorporada à linha principal. Mais tarde, em 1934, foi inaugurada a variante de Capivari, que retificou os primeiros dezoito quilômetros do ramal do Rio Negro e fez com que esta linha não saísse mais de Serrinha, mas sim de Engenheiro Bley, que seria agora o novo nome da estação de Capivari, como já visto, ao sul do rio IguaçuSerrinhapassa a ser, a partir deste ano, apenas uma estação de passagem.
Em 1945 uma nova estação ainda estava em construção, como mostra a foto abaixo. A história é confusa e cheia de incertezas, pois há divergências de datas na própria literatura oficial da RVPSC. Em 1946, segundo o relatório da RVPSC para esse ano, a estação de Afonso Moreira substituiu a velha estação de Serrinha - no mesmo local ou não? Aparentemente não, havia alguma distância entre elas. A verdade é que os guias não mostram mais Serrinha e mostram Afonso Moreira a partir dessa época, sendo esta última apresentando um prédio novo, de alvenaria. O jornal Diário do Paraná, de 19/12/1946, anuncia a inauguração da "nova estação" de Afonso Moreira em 17 de dezembro desse ano, recém-construída no quilômetro 177 da linha. Não cita a estação de Serrinha em nenhuma parte do pequeno texto. Por sua vez, o prédio antigo de Serrinha foi demolido. Em 1977, com a desativação da linha original do ramal, a estação de Afonso Moreira foi desativada e ficou fora da linha. "Envio uma foto que fiz no mês passado da parada Afonso Moreira. Esta foi recentemente reformada e está em muito bom estado. A foto que te envio é, na verdade, uma montagem de duas fotos panorâmicas e mostra o cruzamento da linha férrea atual da ALL (à direita e em traçado reto cortando o morro) com o antigo leito da ferrovia antiga e desativada, o qual circulava por trás do morro cortado (à direita), passava pela parada Afonso Moreira e seguia em curva pelo pé do morro onde me encontro tirando a foto, seguindo para a Serrinha. A cidade de Balsa Nova pode ser vista ao fundo, no canto superior direito da foto, onde também pode ser vista uma beiradinha do rio Iguaçu." (Luiz Fernando Duboc, Curitiba, PR, 04/2004)




OS ALMANAQUES TRAZIAM INFORMAÇÕES PARA VIAJANTES, NÃO APENAS DAS VIAGENS DE TREM, MAS AS DE DILIGÊNCIAS, NAVIOS E, FUTURAMENTE, DE ÔNIBUS.  




almanaque onde constam os trajetos das viagens de trem, inclusive mencionando a estação Serrinha -(acervo PJC) 






as páginas do almanaque de 1907 com os trajetos das linhas de trem (acervo Paulo José da Costa)









capa da "Folhinha Propagandista Sul do Brasil" de 1931, com os detalhes e  preços das viagens em 1931 -(acervo PJC) 


os trajetos e preços das viagens ferroviárias em 1931 - vê-se a estação Serrinha (acervo PJC)

A FOTO EM TAMANHO AUMENTADO.




Paulo José da Costa
compra e recebe doações de acervos de postais e fotos antigas, inclusive álbuns de família
para arquivo particular
Proteja a memória, ensine as crianças a amar as fotografias. 
41 88050624
paulodafigaro@hotmail.com
https://www.facebook.com/paulojose.dacosta

3 comentários:

  1. Excelente, Paulo. Um abração do Ralph, de São Paulo. Precisamos almoçar juntos mais uma vez, mas para isso eu preciso voltar a Curitiba, cidade da qual gosto demais.

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  2. Olá Paulo . Belíssimo trabalho . Parabéns!! A área que englobal Serrinha está na nossa família a 4 gerações. Meu pai morou lá de 1931 a 1939 tendo algumas estórias e outras histórias para contar. Pretendo revitalizar o local. Oportunamente vou lhe pedir autorização para fazer um link em seu blog com um site que estou montando. Tenho algumas informações úteis que acredito lhe interessarão. Abraços

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  3. O meu objetivo na disciplina assistência farmacêutica era estudar bastante, tirar nota maior que a Julia Agnes Souza da Silva, provar que eu sou mais inteligente que ela e que eu só não passei em orgânica 1 porque ela não me deu cola.

    Então eu estudei bastante para essa disciplina, porque eu achei que se eu conseguisse tirar nota alta numa disciplina que eu não gostava, eu provaria que eu era mais inteligente que a Julia Agnes Souza da Silva.

    Na P1 da disciplina assistência farmacêutica, a professora Isabela Ramos Silverio imprimiu prova a menos, então a professora pegou as provas de volta, foi imprimir mais prova, a sua namorada a Maria Miceli não devolveu a prova dela, enquanto a professora Isabela estava imprimindo mais provas, todo mundo da turma ficou tirando foto da prova que a Maria Miceli não devolveu para a professora, todo mundo da turma colou na prova menos eu.

    A cola da Maria Miceli me impediu de provar que eu era mais inteligente que a Julia Agnes Souza da Silva e que eu só não passei em orgânica 1 porque ela não me deu cola.

    O pior é que a professora Isabela Ramos Silverio ainda me obrigou a fazer trabalho em grupo com você e com a Maria Miceli, o pior é que eu não podia falar nada, porque você fazia parte do meu grupo da aula prática de farmacotécnica II, se eu me recusasse a fazer aula prática com você, a professora iria me colocar para fazer parte do grupo da Leticia de Sousa Albuquerque, a Letícia de Sousa Albuquerque passou colando em cálculo para farmácia usando o Photomath.

    Você passou quase um semestre assistindo as aulas de farmacologia 1 no turno errado, você nem sabe em que turno puxou uma disciplina e você está fazendo IC. IC deve ter cota para gente burra que cola na prova igual a você. Essa é a única explicação para você fazer iniciação científica.

    Você ainda estava fazendo farmacologia 2 semestre passado, eu consegui passar em farmacologia 2 no noturno, você consegui ficar reprovado em farmacologia 2 no integral que é mais fácil de passar, isso é para você ver, como você é burro.

    Eu sei muito bem que você filmava o que eu falava na aula sem a minha autorização e mandava o vídeo para a Ana Beatriz de Lima, a Gabriela Santana Andrade e a Ana Luiza Vidal Pimentel Santos.

    O pior é que você e a Maria Miceli fazem iniciação com bolsa e você ainda publicou esse artigo científico:

    https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC11771759/

    Você caiu muito de nível na faculdade, para quem ficava com mulheres bonitas na faculdade como a Gabrielle Perroni Santos de Souza, começar a namorar com um troço feio Maria Miceli é cair muito de nível.

    Se você morasse aqui na rua a história seria bem diferente. Em cima da minha rua funciona uma boca de fumo, em frente a minha casa funciona um ferro velho clandestino, que fornece material furtado para os traficantes fazerem barricadas.

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